A Viagem do Elefante e o Centro de Portugal

  

  

 

 A Viagem do Elefante  é para nós simultaneamente uma viagem sentimental e um percurso de Cidadania.

Porque este é um amor que não se compara, outros amaram Portugal como José Saramago. Mas a viagem de José Saramago em 2009 foi para todos os Portugueses e também para nós uma espécie de sinal, uma palavra por inventar, uma palavra grande inscrita no futuro.
 
Foi a sua última viagem como se as constelações que ficam depois de nós nos quisessem mostrar que esse Portugal – o País que nós amamos, “dono” de elefantes encantados no passado, nos reconduzisse, nos dias de hoje, a pequenos locais onde se juntam andorinhas como em Castelo Novo, onde as pedras desenham linhas geométricas quase perfeitas como em Sortelha, ou quando persistem em contar-nos histórias de gentes distantes como na cisterna de Castelo Rodrigo.

Pequenos locais que têm essa qualidade única:  o encantamento.

E esta Viagem do Elefante feita nas palavras e nos passos de José Saramago traz-nos de volta, essa essência das coisas, esse fio condutor, essas pedras de dentro de nós que fazem da Língua Portuguesa que todos falamos um imenso mar onde se encontra a mais extraordinária das mestiçagens!

E a Viagem do Elefante, para nós que promovemos o Centro de Portugal e nele as Aldeias Históricas, é mesmo esse Mar. Um Mar  - hoje palavras, que nos reconduz ao mais essencial de Portugal: esses locais pequenos, micro mundos singulares, onde um Pastor nos pode perguntar – e aconteceu-nos de verdade, para que lado fica, na linha do horizonte, o Brasil!
 
Sem elefantes e sem “brasis” temos o mar das palavras. Também, e sobretudo, de José Saramago.

E para nós esse é o grande Mar da Mestiçagem. O encanto do mundo que fala Português e que bem pode começar nestes “mundos” de encantamento
Que bom que é o Trigo Limpo - Teatro Acert e a Flor de Jara tenham construído um Elefante.
NU BAI