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Na Galeria Novo Ciclo
RENATO ROQUE
D’ouro d’Alendouro - Paisagens do silêncio [15’ 10’’]

Para a minha mãe, com quem construí há muitos anos um Herbário, quando com ela aprendi a amar as ervas do campo, sobretudo selvagens...
Renato Roque nasceu no Porto há muitos anos.
Não se lembra! Dizem‑lhe que era uma segunda-feira
e fazia sol. Apesar de céptico por natureza, acredita.
É engenheiro de Telecomunicações da FEUP.
Por vezes esquece.
Nos anos 80 descobriu que era possível contar histórias
com a fotografia.
Desde os anos 80 que participa em projectos
de Fotografia e projectos de Escrita e outros projectos Culturais.
Há muitos anos que o Alendouro – como eu gosto de chamar a Trás-os-Montes - é um refúgio dourado, um lugar mágico, um destino privilegiado, onde o tempo ancorado parece passar mais devagar. Nessas viagens, a proximidade com aquela terra brava, com aquelas plantas, aquelas árvores, aquelas pedras foi crescendo, tornando-se física, animal, quase sensual, construída sobre olhares prolongados, assentes em carícias longas, onde a mão no anel do foco afaga um tronco nu de castanheiro, aquele castanheiro, sabes, que aparece sempre.
Renato Roque
RUI DIAS
LITTLE LIFE (TALKING) Instalação audio-visual interactiva

LITTLE LIFE (TALKING) é uma instalação audio-visual interactiva,
implementada no ambiente de programação Max/MSP/Jitter. É baseada no “Jogo da Vida” de John Conway – provavelmente o mais conhecido sistema de Cellular Automata – e utiliza um sistema de detecção de movimento por vídeo para permitir ao utilizador interagir com o jogo, alterando, com os seus movimentos, a configuração das células da grelha e gerando som a partir dessas configurações.
RUI MIGUEL DIAS Nasceu em 1974 em Braga, onde concluíu o curso de Piano no Conservatório Calouste Gulbenkian. Estudou piano jazz com os pianistas Manuel Beleza e George Lettelier. Terminou, em 2004, o curso de Composição na Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo do Porto, onde estudou com os Professores Virgílio Melo, Cândido Lima, e Carlos Guedes e onde lecciona, desde esse ano, disciplinas da área de electroacústica.
Frequentou cursos, workshops e seminários com Jean-Claude Risset, Hans Tutchku, Miguel Azguime, Emmanuel Nunes, Philippe Hurel, Paul Berg, John Chowning, Barry Truax, Eduardo Reck Miranda, Trevor Wishart e Clarence Barlow, entre outros.
A sua peça A-S-R (aka Daedalus XXI), para electrónica sobre suporte recebeu uma menção honrosa no concurso de composição “Musica Viva 2005”, e foi apresentada no festival internacional de música electroacústica de Bourges (2006).
Paralelamente ao seu trabalho como compositor, desenvolve actividades na área da programação musical e sistemas audio-visuais interactivos, e colaborou como assistente musical com o grupo de música contemporânea MC47 (2002), em concertos no Festival Música Viva (2003 e 2005), edições 7 e 8 da revista Águas Furtadas do núcleo de jornalismo da Universidade do Porto, e com o Remix Ensemble - Casa da Música (2005-2006). Colaborou ainda como progamador no projecto RECOG, em Amesterdão, da bailarina/coreógrafa Maria Ines Villasmil.
É docente no curso de Música Electrónica e Produção Musical da Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco.
MARTA E ALVES VON CALHAU!
Filme Canibal

FILME-CANIBAL é um pedaço de filme de cinema amador (super8) projectado em loop num projector preparado para lixar o filme;
O
projector é preparado com pedaços de lixa colocados nos sítios exactos de forma a destruir a imagem projectada ao longo do tempo.
O resultado é sempre imprevisível e acaba sempre por acontecer de forma única.
Até ao momento foi apresentado duas vezes em formatos diferentes.
Marta Ângela e João Alves (da fama Calhauísta) trabalham juntos desde Abril de 2006 na área da música improvisada e nas demais artes, sejam elas visuais, olfactivas ou gengivitas entre ensaios fechados e ensaios públicos, projecções de cinema impróprias e exposições intermanuais, concertos e performances, disconversas e condiscussões. Na área da música improvisada constroem os seus próprios geradores de som através da manipulação de dispositivos electrónicos e objectos triviais que pretendem transformar em objectos de culto através da acção sobre os mesmos.
Têm um entendimento expansivo do acto musical que se revê mais na relação selvagem e empática entre os dois do que em qualquer outra noção do fazer artístico. Nesse sentido fazem uma espécie de música ritual que quer por obrigação trazer consigo uma gargalhada gutural em constante levitação canibal: “somos nós os dois virados para o céu, lá em cima depois da hidrosfera a levitar ao mesmo tempo que somos comidos por nós mesmos um pelo outro sem nunca nos apercebermos que no final de tudo estamos caídos no chão de riso*.
Já deram pelos nomes de Electrocutatus Santificatis Rudimentarum Extremis Electrocutatus Santificatus Rudimentarus Extremis Electrocutatum Santificatum Rudimentarum Extremis, Calhau!, Electrocutatus Calhautus Rudimentarum Bruttus Electrocutatus Calhautim Rudimentarus Bruttis Electrocutatum Calhautis Rudimentarum Bruttum, Marta e Alves Von Calhauism MÂA Calhauism Má Calhauism!, Os Meteoritos, Coma Calhau! ou MÁ, que consideram parte integrante das suas explorações sónicas e calhauistas: nós não fazemos… isto é mais sobre tentar fazer… é uma espécie de busca ou procura num terreno movediço e turvo que desconhecemos quase absolutamente… é sobre querermo-nos colocar sobre os dentes da boca do diabo para perder aí o equilíbrio e no decorrer do balanceamento característico de quem vai cair, encontrar as forças necessárias para continuar de pé à procura do desequilíbrio… há evidentemente nisto tudo um sentido mas que não é uma estratégia para chegar a algum lado… é sobre querer ficar às apalpadelas a cheirar sem memória o terreno à espera que os acasos e os acidentes expludam nas nossas caras para lhes responder ao mesmo nível. É por isso que estamos sempre a mudar de nome… ainda andamos à procura do nome.*
www.myspace.com/calhau
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