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CHOVEM AMORES NA RUA DO MATADOR
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Calendarizaçao
Local:  Auditório 2 ACERT
Data/Hora:  De 5 a 7 de Dez'07 às 10.30h (Público Escolar) e de 13 a 15 Dez'07 às 21.45h
Local:  Teatro de Vila Real
Data/Hora:  18 Jan'08. às 22.00h
Local:  Teatro Municipal da Guarda
Data/Hora:  Sábado, 2 Fev'08, às 16.00h e 21.30h
Local:  TAGV, em Coimbra
Data/Hora:  12 Fev'08, às 21.30h, e 13 Fev'08, às 15.00h e 21.30h
Local:  Auditório 2 ACERT
Data/Hora:  15 Fev'08, às 10.30h e 14.30h, e 16 Fev'08 às 21.45h
Local:  Cine Teatro Dr. Morgado, em Oliveira de Frades
Data/Hora:  7 Mar'08 às 15.00h, e 8 Mar'08, às 21.30h
Local:  Aud. Municipal de Vila do Conde
Data/Hora:  15 Mar'08, às 21.30h
Local:  Teatro Bernadim Ribeiro, em Estremoz
Data/Hora:  27 Mar'08, às 21.30h
Local:  Centro Cultural Vila Flôr, em Guimarães
Data/Hora:  4 e 5 Abr'08, às 21.30h
Local:  Auditório Municipal de Espinho
Data/Hora:  6ª Feira, 11 Abr'08, às 21.30h
Local:  Cine Teatro de Estarreja
Data/Hora:  19 Abr'08, às 21.30h
Local:  Aud. Municipal de Lousada
Data/Hora:  26 Abr'08, às 21.30h
Local:  Digressão Angola - Festival Internacional de Teatro e Artes, em Luanda
Data/Hora:  De 8 a 15 Mai'08
Local:  Teatro Avenida, Maputo, Moçambique
Data/Hora:  6ª Feira, 8 Ago'08, às 19:30h
Local:  Teatro Avenida, Maputo, Moçambique
Data/Hora:  Domingo, 10 Ago'08, às 18:30h
Local:  Teatro Aveirense
Data/Hora:  5ª Feira, 11 Set'08, às 21.30h
Local:  S. João da Madeira
Data/Hora:  Sábado, 27 Set'08, às 21.30h
Local:  Marinha Grande
Data/Hora:  Sábado, 8 Nov'08, às 21.30h
Local:  TeatroTri-bühne, Estugarda, Alemanha
Data/Hora:  Domingo, 16 Nov'08 e 2ª Feira, 17 Nov'08, às 20:00h
Local:  Festival de Teatro de Portalegre
Data/Hora:  6ª Feira, 21 Nov'08, às 21.30h
Local:  Vila Nova de Paiva
Data/Hora:  Sábado, 22 Nov'08, às 21.30h
Local:  Festival de Teatro da Covilhã
Data/Hora:  5ª Feira, 27 Nov'08, às 21.30h
Local:  MIT – Mostra Internacional de Teatro – Valongo
Data/Hora:  6ª Feira, 28 Nov'08, às 21.30h
Local:  Teatro Sá da Bandeira, em Santarém
Data/Hora:  Sábado, 7 Fev'09, às 21:30
Local:  Penela
Data/Hora:  Sábado, 14 Fev'09, às 21:30
Local:  Teatro Ribeiro Conceição – Lamego
Data/Hora:  Sábado, 7 Mar'09, às 21:30
Local:  Cidade da Horta – Faial – Açores
Data/Hora:  Sbado, 14 Mar'09, às 21:30
Local:  CAE – Figueira da Foz
Data/Hora:  4ª Feira, 25 Mar'09, às 21:30
Local:  Fórum Cultural da Moita
Data/Hora:  6ª Feira, 27 Mar'09, às 21:30
Local:  Casa da Cultura César Oliveira - Oliveira do Hospital
Data/Hora:  Sábado, 4 Abr'09, às 21:30
Local:  Teatro Helena Sá e Costa - Porto
Data/Hora:  4ª Feira, 3 Jun'09 e 5ª Feira, 4 Jun'09, às 21:30
Local:  Festival Altitudes, em Montemuro
Data/Hora:  5ª Feira, 13 Ago'09, às21:30
Local:  MITO - Mostra Internacional de Teatro de Oeiras
Data/Hora:  Sábado, 12 Set'09 e Domingo 13 Set'09, às 21:30
Local:  Convento dos Frades – Trancoso
Data/Hora:  5ª Feira, 17 Set'09, às 21:30
Local:  Ponte de Sôr
Data/Hora:  Sábado, 24 Out'09, às 21:30
Local:  FESTLIP, Rio de Janeiro, Brasil
Data/Hora:  De 14 a 25 Jul'10
Local:  Festival Fontenova, Setúbal
Data/Hora:  Sábado, 28 Ago'10, às 21:30
Local:  Teatro Miguel Franco, Leiria
Data/Hora:  Sábado 4 Set'10, às 21:30
Local:  Pavilhão Multiusos de Nandufe, Tondela
Data/Hora:  Sábado, 11 Set'10, às 22:00
Local:  Cultrede, Sesimbra
Data/Hora:  Sábado, 8 Out'10
Local:  Ponte de Lima
Data/Hora:  Domingo, 31 Out'10
Local:  Aud. Mun. António Chainho, Santiago do Cacém
Data/Hora:  Sábado, 13 Nov'10, às 21:30

CHOVEM AMORES NA RUA DO MATADOR
Interiores II
Maiores de 12 anos | Duração: 90 minutos

Texto do Autor


Partilhar amores

Primeira confissão: sou, desde há muito, amigo de José Eduardo Agualusa. Ele, para mim, é o Zé. E havendo tanto Zé no mundo ele é o único a receber a este honorífico título de “Zé”. Tudo o que escrever, a seguir, deve ser lido à luz de alguma suspeita. Ambos somos escritores que partilham uma mesma atitude perante a vida. Ambos mantemos uma mesma relação de prazer com a escrita. Para nós a escrita é fonte de encantamento, um brinquedo para a fabricação de outros que somos nós. Ambos lutamos para despir a literatura das suas vestes solenes e do seu tom sério e cinzento. Escrevemos para reconquistar a ingenuidade da infância, para surpreender a palavra no seu estado de infância. 

Fui tudo isso que fizemos com este texto a duas mãos. Mais do que produzido a duas mãos, foi feito a duas almas. Combinámos, logo de início: eu farei de homem, tu farás de mulher. E fomos, sem falar, acertando que a peça falaria de amores e mortes (não são estes os únicos motivos da literatura?). Fomos trocando cenas e entrecruzando personagens e, durante todo esse processo, acabamos contrariando a ideia da escrita como um acto solitário e ensimesmado. Ao cabo de uns dias eu e o Zé estávamos rodeados pelos nossos personagens, pelos amigos de Tondela, o Zé Rui e o Pompeu, pelas vozes dos actores e a discreta sugestão de todos os que irão fazer do nosso texto uma peça de teatro. Num virtual palco, montado no teatro etéreo da Internet, esta peça de teatro já foi há muito estreada.

A minha lista de dívidas para com a ACERT-Trigo fica agora acrescida deste prazer imenso que foi partilhar com um amigo a criação de personagens que há muito nos pediam para ter rosto e voz. Cada vez que assim escrevemos acrescentamos vidas à nossa vida.


Mia Couto




Conheci o trabalho da ACERT na sequência de um convite para participar como escritor numa das edições do Festival d’ Agosto, em Maputo. Senti-me imediatamente em família. Fiquei espantado e comovido com a forma como o grupo conseguiu – vem conseguindo – estabelecer pontes entre África e Portugal, sem paternalismo, sem complexos, guiados apenas pela certeza de que a humanidade é a mesma em toda a parte, e de que é possível, através do teatro, abrir portas de diálogo e contribuir para o desenvolvimento global de um país.

Assim, quando o Mia me ligou, desde Maputo, com uma proposta do Zé Rui para que o ajudasse a escrever uma peça disse logo que sim. Creio que fui a primeira pessoa a publicar em Portugal uma recensão sobre o primeiro livro de contos do Mia Couto, “Vozes anoitecidas” (1986) – nas páginas do Expresso. Recordo-me muito bem do assombro que, na época, aquele livro me provocou. Conheci-o, pouco tempo depois, em casa de uma amiga comum e ficámos amigos.

Depois daquela primeira chamada reencontrei o Mia em Parati, naquele que é o maior festival de literatura dos países de língua portuguesa, e tivemos oportunidade de conversar um pouco mais longamente sobre a peça. O Mia já tinha uma ideia – a história de um homem que regressa à aldeia natal disposto a assassinar as mulheres da sua vida; não foi difícil concluir que o mais fácil seria ele ocupar-se do homem e eu das mulheres. Creio que as minhas melhores personagens – as mais convincentes – são femininas. Suponho que tenho vocação para mulher. Uma leitora disse-me certa ocasião, durante um breve encontro na feira do livro de Lisboa, que eu merecia ser mulher. Acho que foi o maior elogio que recebi até hoje. Assim, fiquei com as mulheres.

A escrita foi muito fácil. O tom estava dado (pelo Mia) e limitei-me a ser aquelas mulheres, seguindo um registro não muito dissonante do do personagem masculino – mas contrariando a sua versão.

Trabalhar com o Mia foi como conversar com ele, muitíssimo divertido e gratificante. Nem sei se a isto se pode chamar trabalho. Não por certo segundo a acepção original da palavra (que significava torturar alguém com um tripalium, um instrumento com três pés).

Eu chamo-lhe amizade.


José Eduardo Agualusa


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2015-09-25
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