SEX
Maiores de 6
Aprox. 60 minutos
Preço: 7,50€
Associados: 5€
Desempregado: 2,50€
Acompanhante de pessoa c/ deficiência: gratuito
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teatro
estreia
em cena
digressão
Maiores de 6
Aprox. 60 minutos
Preço: 7,50€
Associados: 5€
Desempregado: 2,50€
Acompanhante de pessoa c/ deficiência: gratuito
Calendarização
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Memória do Barro
Calendarização
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Ficha técnica e artística
Cocriação e Interpretação: Sandra Santos e Xana Monteiro
Encenação: Pompeu José, Sandra Santos e Xana Monteiro
Música: Ricardo Augusto
Letra de “Canção do Barro”: João Maria André
Cenografia: Pompeu José
Peças de barro negro: Carlos Lima e Xana Monteiro
Figurinos: Adriana Ventura
Direção técnica: Luís Viegas
Desenho de luz e operação técnica: Paulo Neto
Apoio técnico: Ricardo Leão
Cartaz: Zétavares
Fotografia: Daniel Nunes
Registo Vídeo: Zito Marques
Comunicação: Daniel Nunes, Liliana Rodrigues e Zétavares
Assessoria de Imprensa: Romana Martins
Produção: Marta Costa
Consultoria artística no início do projeto: Aldara Bizarro
Serralharia: Araufer
Agradecimentos: Alberto Correia, Álvaro Torres, Fernanda Marques, Hortense Costa, Lurdes Coimbra, Escola Secundária de Tondela, Museu Terras de Besteiros, Museu de Olaria (Barcelos), participantes da conversa “Um olhar no feminino sobre o futuro da cerâmica”, participantes do Laboratório de criação do projeto Memória do Barro – Oficina “O Corpo e o Barro – Lançar o Barro à Parede”, e a todos os que de algum modo colaboraram na criação deste espetáculo.
PORTUGAL CERÂMICO com “A Memória do Barro”
Parceria: AptCVC - Associação Portuguesa de Cidades e Vilas de Cerâmica
Classificação: M/6 | Duração: 60 min
151ª produção do Trigo Limpo teatro ACERT
Fotos de Cena
Sobre o processo criação do espetáculo
Duas mulheres, uma atriz que não é ceramista e uma ceramista que não é atriz, desafiaram-se para partilhar os seus universos de trabalho e de sonho. Cruzaram o movimento da criação de uma peça de barro — a dança que ela faz sobre a roda de oleiro — com o movimento de um ator em palco.
Movidas pela amizade e pela dança, criaram e confrontaram-se com os seus medos, desejos e inquietações.
Tendo o Barro como companheiro, debruçaram-se sobre as mulheres oleiras, a sua paixão, fragilidade e capacidade de adaptação à dureza do trabalho do barro e, ainda, sobre o desafio de ser mulher nesta profissão e na forma como uma oleira se reinventa para que a sua arte não desapareça.
O processo de pesquisa começou no território em que estamos inseridos: Molelos, no concelho de Tondela, é um dos poucos locais onde a cerâmica preta continua a existir e que foi capaz de se inovar ao longo dos tempos. Durante a investigação procurámos resgatar memórias de um tempo em que este saber passava de geração em geração, alargámos o campo de pesquisa a outros centros cerâmicos e a um olhar sobre o mundo, o que nos levou à criação de uma história plural e cheia de simbolismo.
O barro e as mulheres foram o motor desta criação e é a ele e a elas, bem como a todos os que dedicaram e dedicam a vida a esta arte, que queremos prestar homenagem neste espetáculo.
O Som da Memória do Barro
A criação da paisagem sonora para a peça Memória do Barro foi, acima de tudo, um exercício de escuta da própria terra. Trabalhar com o barro enquanto matéria musical exige compreender as suas dualidades: a porosidade que abafa o som, a rigidez que o faz soar e o vazio que o permite ecoar.
Este universo sonoro foi moldado em diálogo direto com o palco e com o tempo da criação. Acompanhar o processo de ensaios e observar o trabalho das interpretes com a matéria bruta foi uma grande fonte de inspiração. O ritmo das mãos que moldam, o esforço físico do trabalho do barro e a poética de cada gesto contribuíram para a transformação da matéria em som.
Ao longo do processo, instrumentos e objetos de barro foram percutidos, soprados e friccionados para que estes fragmentos de argila deixassem de ser solo e se tornassem atmosfera. A música passou a pontuar a respiração das intérpretes e a carregar o peso das emoções em cena, tornando-se uma extensão física do trabalho teatral.
Neste projeto, o som deixa de ser invisível para ganhar corpo e textura, celebrando o encontro entre a natureza primordial do material e a efemeridade do momento artístico.